Encontrando um lar dentro de si: dicas de saúde mental para refugiados

Encontrando um lar dentro de si: dicas de saúde mental para refugiados

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Sumário
  1. Estabeleça uma rotina
  2. Ouça seu corpo
  3. Nomeie seus sentimentos e lide com eles com atenção plena
  4. Busque apoio da comunidade
  5. Acesse recursos
  6. Mantenha-se informado 
  7. Mantenha-se conectado
  8. Respeite seu tempo

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) informa que o número global de refugiados, pessoas deslocadas à força e apátridas chegou a 114 milhões em 2023, com projeção de aumento para 130,8 milhões em 2024. Os maiores grupos de refugiados vêm da Síria, do Afeganistão, da Ucrânia e do Sudão do Sul, com a crise síria permanecendo como a maior situação de refugiados por vários anos.

Em 20 de junho, a comunidade internacional se une no Dia Mundial do Refugiado para refletir sobre a coragem das pessoas que fugiram de suas casas devido a conflitos, perseguição ou violações de direitos humanos. É uma oportunidade importante para promover empatia e compreensão em todo o mundo.

A perda do lar e o deslocamento forçado podem ser experiências profundamente traumáticas, levando muitos refugiados a enfrentar diversos problemas psicológicos, desde sentimentos de alienação, ansiedade e irritabilidade até condições mais graves, como psicose e depressão. Apoiar a saúde mental é essencial nessas situações. Embora a ajuda profissional muitas vezes seja necessária, hoje queremos destacar estratégias e recursos de autoajuda que são mais acessíveis.

Estabeleça uma rotina

Quando as partes mais fundamentais da sua vida estão passando por mudanças drásticas, estabelecer e manter uma rotina é essencial. Uma programação diária pode trazer uma sensação de normalidade e controle. Inclua atividades como refeições, exercícios e relaxamento. Se possível, incorpore rotinas agradáveis, como ler em um parque ou fazer caminhadas matinais pela cidade.

Ouça seu corpo

Mantenha uma boa higiene do sono, indo dormir e acordando no mesmo horário todos os dias, garantindo pelo menos 7 horas de sono. Continue ativo: você não precisa de uma aula de fitness sofisticada - exercícios simples ou caminhadas pela cidade podem reduzir o estresse e melhorar seu humor. Além disso, certifique-se de se alimentar bem. Isso pode parecer óbvio, mas escolhas saudáveis podem exigir esforço extra quando você está estressado.

Nomeie seus sentimentos e lide com eles com atenção plena

O primeiro passo importante é perceber e nomear seus sentimentos. Você está sentindo tristeza ou raiva? Luto ou ansiedade? Permita-se ficar com essas emoções e aceitar sua presença. Observe como seu corpo reage.

Para lidar com essas emoções complexas, experimente técnicas de respiração, meditações guiadas ou escrever em um diário para descobrir o que funciona melhor para você. Há muitos apps e recursos online gratuitos disponíveis, como Headspace, Calm, How We Feel e Healthy Mind.

Busque apoio da comunidade

Conecte-se com outros refugiados ou comunidades locais que oferecem apoio. Compartilhar experiências com pessoas que entendem sua situação pode trazer alívio emocional e conselhos práticos. Participe de projetos comunitários de arte, esportes ou exercícios em grupo para fortalecer conexões sociais e manter-se ativo. Muitos centros comunitários locais e organizações de apoio a refugiados oferecem serviços de saúde mental, workshops e grupos de apoio, criando uma rede para compartilhar experiências e receber o apoio de que você precisa. O voluntariado também pode trazer um senso de propósito e ajudar você a se integrar à comunidade. Além disso, fóruns online e grupos em redes sociais podem ser fontes valiosas de apoio e experiências compartilhadas.

Acesse recursos

Muitas organizações não governamentais, incluindo o International Rescue Committee (IRC), Médecins Sans Frontières (Médicos Sem Fronteiras) e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), oferecem serviços de apoio à saúde mental, como aconselhamento, grupos de apoio e assistência emergencial. Organizações como a Refugee Trauma Initiative e a War Child oferecem linhas de apoio gratuitas ou de baixo custo e serviços de aconselhamento online para refugiados. Além disso, apps e sites como Mental Health First Aid e Refugee Center Online oferecem diversos recursos, incluindo guias de autoajuda e conexões com ajuda profissional.

Mantenha-se informado 

Conheça seus direitos e os recursos disponíveis no seu país anfitrião – o conhecimento pode fortalecer você e trazer uma sensação de segurança. 

Mantenha-se conectado

Muitas vezes, a resposta do nosso corpo ao estresse é congelar. Podemos nos fechar e nos desconectar do ambiente, geralmente escapando por meio de atividades como rolar o feed das redes sociais ou assistir a séries sem parar.

No entanto, a conexão humana é essencial para a cura. Embora construir novos relacionamentos em um novo país possa ser desafiador, a possibilidade de conversar com pessoas queridas, mesmo que estejam longe, está disponível. Falar ao telefone pode ser mais benéfico do que trocar mensagens em aplicativos, pois ajuda você a se sentir mais próximo dessas pessoas.

Simplesmente ligar para pessoas do seu passado pode melhorar seu estado atual. Também é uma ótima forma de se manter informado sobre a vida delas, mantê-las atualizadas sobre a sua, compartilhar emoções e permanecer próximo das suas raízes; algo extremamente importante para preservar sua identidade em um novo país.

Para manter contato com amigos e familiares, a Yolla oferece conexão de alta qualidade, as menores tarifas do mercado e nenhum custo ou taxa oculta, garantindo que suas conversas sejam significativas, longas, confortáveis e fáceis.

Para mais informações sobre chamadas internacionais, leia nossos outros artigos úteis:

Respeite seu tempo

A cura leva tempo. Permita-se avançar no seu próprio ritmo, sem se sentir pressionado.

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